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#2316618

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA – o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a apresentar bom desempenho no terceiro trimestre de 2017, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), resultado que confere maior solidez a trajetória de recuperação gradual iniciada pela economia no início desse ano.

No dia 6 de dezembro de 2017, o Comitê de Política Monetária – COMPOM – anunciou novo corte da taxa básica de juros da economia para 7%, constituindo-se na décima redução seguida da Selic. A queda de 0,5 ponto percentual, que já era esperada pelos economistas do mercado financeiro, representa nova redução no ritmo de corte dos juros – que havia sido de 0,75 ponto percentual no fim de outubro. O próprio BC já havia indicado que essa desaceleração aconteceria.

(https://g1.globo.com/economia/noticia/cop om-baixa-juro-basico-para-7-ao-ano-no-10- corte-seguido-menor-desde-1986.ghtml http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/i ndex.php/2017/12/06/atividade-economicadesempenho-do-pib-3/)

A taxa de juros é utilizada pelo Banco Central como importante instrumento de controle da moeda, do crédito e do consumo propriamente dito. O ritmo de queda da taxa de juros se deve em grande parte pela recuperação e como estímulo da economia brasileira, mas pode-se considerar essencialmente que esta constante redução é decorrente:

  • Dos reflexos diretos do cenário internacional, em especial pela recente notícia de aproximação da Coréia do Norte com a do Sul, em reunião ocorrida na região desmilitarizada que divide a península coreana, que tratou do envio de uma delegação norte-coreana aos Jogos Olímpicos de Inverno.
  • Do ritmo de baixa da inflação vivenciada no ano de 2017, tendo em vista que a taxa de juros serve como fiel da balança para o controle da inflação pelo Governo.
  • Da taxa de câmbio, considerada a crescente desvalorização do real em face da moeda estrangeira em 2017, notadamente do dólar, exigindo do Banco Central medidas contínuas de controle dos juros para equacionamento da balança comercial.
  • Da volatilidade dos títulos públicos federais, que vêm demonstrando uma oscilação descontrolada desde o início do Governo Michel Temer.
  • Do ritmo de queda dos índices da bolsa de valores brasileira, influenciados pela valorização da bolsa norte-americana que sofre forte influência do Governo Trump.
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