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#3717293

Leia o texto a seguir.

O jornal Folha de S. Paulo introduziu com o seguinte comentário uma entrevista com o professor Paulo Freire: “A gente cheguemos’ não será uma construção errada na gestão do Partido dos Trabalhadores em São Paulo.”
Os trechos da entrevista nos quais a Folha de S. Paulo se baseou foram os seguintes:
A criança terá uma escola na qual a sua linguagem seja respeitada (...) Uma escola em que a criança aprenda a sintaxe dominante, mas sem desprezo pela sua (...) Esses oito milhões de meninos vêm da periferia do Brasil (...) Precisamos respeitar a (sua) sintaxe mostrando que sua linguagem é bonita e gostosa, às vezes é mais bonita que a minha. E, mostrando tudo isso, dizer a ele: “Mas para a tua própria vida tu precisas dizer ‘a gente chegou’, em vez de ‘a gente cheguemos’. Isso é diferente, ‘a abordagem’ é diferente”. É assim que queremos trabalhar, com a abertura, mas dizendo a verdade.
FOLHA DE S. PAULO. Entrevista com Paulo Freire. São Paulo, 18 out. 1990. Caderno Educação. [Adaptado].

No trecho, a posição de Paulo Freire sobre a linguagem evidencia que o ensino da língua deve 

  • desconsiderar as variedades populares e impor a norma-padrão como única forma legítima de expressão.
  • valorizar as variedades populares e ensinar a norma dominante como ampliação de repertório, não como substituição da fala do aluno.
  • corrigir de modo imediato as construções não padrão para evitar que essas formas se cristalizem no uso dos falantes.
  • rejeitar as formas linguísticas que divergem da norma-padrão, tratando-as como inadequadas em qualquer situação.
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