[...] não podemos dizer que no Brasil a juventude brasileira
oriunda da classe trabalhadora pode adiar para depois da
educação básica ou do ensino superior o ingresso na atividade
econômica. Enquanto o Brasil for um país com as marcas de
uma história escrita com a exploração dos trabalhadores, no
qual estes não têm a certeza do seu dia seguinte, o sistema
sócio-político não pode afirmar que o ensino médio primeiro
deve “formar para a vida”, enquanto a profissionalização fica
para depois. A classe trabalhadora brasileira e seus filhos não
podem esperar por essas condições porque a preocupação
com a inserção na vida produtiva é algo que acontece assim
que os jovens tomam consciência dos limites que sua relação
de classe impõe aos seus projetos de vida.
RAMOS, Marise N. Concepção do ensino médio integrado. Curitiba:
SEED, 2008, p. 12.
O excerto pertence a um texto no qual a pesquisadora
Marise Ramos discute o ensino médio integrado e a situação
da juventude brasileira. Ela pondera sobre a factibilidade da
premissa de que o ensino médio deve “formar para a vida”
visto que, conforme a autora,
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