O conceito de herói está profundamente ligado à cultura que o
criou e a quando foi criado, o que significa que ele varia muito
de lugar para lugar e de época para época. Mesmo assim, a
figura do herói aparece nas mais diversas sociedades e eras,
sempre atendendo a critérios morais e desejos em comum de
determinado povo. Apesar do protagonismo do herói, o que
seria dele se não houvesse um vilão? Nas narrativas, o vilão
costuma ser o antagonista. Os vilões representam aquilo que é
errado, injusto, que foge à moral defendida pelo herói. Por não
carregar o protagonismo das histórias, o vilão costuma ser um
personagem sem profundidade, sem dilemas, sem uma história
que nos explique o porquê de suas ações. E isso reforça sua
vilania. Conhecer a história de alguém é um processo
humanizador, capaz até de revogar a alcunha de vilão e conferir
ao personagem o título de herói, ou só de uma pessoa comum
que tem seus defeitos e qualidades. Assim, uma maneira de
fabricar vilões é não deixar suas histórias serem contadas, é
criar uma imagem sobre esses personagens e mantê-los em
silêncio.
MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. A fronteira tênue entre heróis e vilões.
Ciência hoje, Rio de Janeiro, 21 nov. 2021. Disponível em:
O trecho “O conceito de herói está profundamente ligado à
cultura que o criou e a quando foi criado” está redigido de
acordo com as regras de regência verbal e nominal, pois a
ocorrência da crase em “à cultura” e o emprego da
preposição em “a quando” atendem às prescrições da
norma-padrão. Outra elaboração desse trecho, também de
acordo com as orientações da gramática normativa para a
língua escrita, está identificada em:
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