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#3027577

Leia o texto a seguir.

“Quero aprender a ler e a escrever” disse, certa vez, a camponesa de Pernambuco, para deixar de ser sombra dos outros”. É fácil perceber a força poética se alongando em força política de que seu discurso se infundiu com a metáfora de que se serviu. Sombra dos outros. No fundo, estava cansada da dependência, da falta de autonomia de seu ser oprimido e negado. De “marchar” diminuída, como pura aparência, como puro “traço” de outrem. Aprender a ler e a escrever mostraria a ela, depois, que, em si, não basta para que deixemos de ser sombra dos outros; que é preciso muito mais. Ler e escrever a palavra só nos fazem deixar de ser sombra dos outros quando, em relação dialética com a “leitura do mundo”, tem que ver com o que chamo a “re-escrita” do mundo, quer dizer, com sua transformação.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação. São Paulo: Editora Unesp, p. 40, 2000.


O quadro acima traz um pequeno trecho dos escritos de Paulo Freire, no qual podem ser identificados alguns aspectos importantes de sua proposta educacional e pedagógica. Com base no que apresenta o referido trecho, é possível afirmar que a pedagogia freireana corresponde a uma proposta de educação

  • fundada numa visão individualista e neoliberal.
  • baseada em uma pedagogia que valoriza os meios e secundariza os fins da educação.
  • norteada por uma visão de educação que desvaloriza o conhecimento escolar.
  • marcada pelo aspecto político do ato pedagógico.
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