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#2992323

Ao pensar os aspectos relacionados à abordagem psicológica da educação, é pertinente refletir sobre o perfil do psicólogo neste contexto. Sobre esse fator, Araújo (2010) afirma que “desde a década de 1960, o psicólogo escolar caracterizou-se por diferentes perfis profissionais: inicialmente, ele se responsabilizava pelo atendimento individual a alunos encaminhados com queixas escolares de diversas ordens, com o intuito de adaptá-los às normas e condutas escolares, ‘tratando-os’ por meio de estratégias ‘psicologizantes’ baseadas no modelo médico de atendimento; nos últimos vinte anos, após questionamento a essa forma de atuação, a área vem construindo uma postura mais crítica e comprometida com as demandas sociais contextualizadas coletivamente no locus dos espaços educativos” (p. 18). A partir da reflexão do texto anterior, leia o caso hipotético a seguir: Joaquim é um menino de oito anos e frequenta o ensino fundamental de uma escola municipal de seu bairro. A criança é frequente às aulas, reside com a genitora e mais um irmão, sendo Joaquim o filho mais velho. Joaquim é considerado uma criança agitada, atrapalhando as aulas e os colegas; não consegue realizar os exercícios em sala de aula, por ausência de concentração. Quando é punido, agride a quem está delegando a regra. Diante do comportamento de Joaquim, a professora conversou com a mãe e solicitou a intervenção da psicóloga educacional da escola, para que a profissional pudesse avaliar o caso do aluno em conjunto com a equipe pedagógica e a família, e tomassem as devidas providências. Nessa perspectiva contemporânea, muitas são as contribuições da psicologia escolar nos espaços de articulação e ação entre a psicologia e a educação. Dentre as contribuições do psicólogo educacional diante do caso mencionado, estão corretas as seguintes ações, EXCETO:

  • A intervenção psicológica no contexto educacional precisa adotar uma perspectiva corretiva que se comprometa com as questões sociais, e que não evidencie as transformações e as contradições entre as práticas educativas e as demandas dos sujeitos neste contexto.
  • Ao trabalhar em prol da conscientização dos sujeitos, intervindo em processos subjetivos, o psicólogo escolar está se colocando como mediador do desenvolvimento humano nos contextos educativos, na perspectiva do desenvolvimento infantil, dos jovens ou do adulto.
  • Para intervir na complexidade intersubjetiva presente nas instituições educativas, o psicólogo deve fazer uma escolha deliberada e consciente por uma atuação preventiva sustentada por teorias psicológicas, cujo enfoque privilegie uma visão de homem e sociedade dialeticamente constituídos em suas relações históricas e culturais.
  • Os caminhos para a intervenção do psicólogo escolar devem, portanto, estar ancorados na compreensão de que as relações sociais originam o processo interdependente de construções e apropriações de significados e sentidos que acontece entre os indivíduos, influenciando, recíproca e/ou complementarmente, como eles se constituem.
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