Violência de gênero: índices são ruins e devem
piorar
19 de julho de 2024
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública
mostram que falhamos miseravelmente em
proteger crianças, mulheres e a população negra
(de todos os gêneros, regiões ou idade), alvos
prioritários de todos os tipos de violência.
No mesmo tempo em que você gasta assistindo a
20 vídeos de 30 segundos no TikTok, uma brasileira
é estuprada. É bastante provável que essa vítima
tenha no máximo 13 anos. Também são grandes as
chances de ela ser negra e estar presa em casa
com seu algoz — seu pai, irmão, tio, primo, avô,
vizinho, padrasto, padrinho, um “amigo” da
família… Pode ser inclusive que todos eles queiram “tirar uma casquinha”. O que não muda é o fato de
serem sempre homens próximos e “de confiança”.
Esse é o resumo de alguns dos dados mais cruéis
revelados na quinta-feira (18), no Anuário Brasileiro
de Segurança Pública. Elaborado pelo Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, o documento parte
de informações fornecidas em 2023 por secretarias
de segurança estaduais, pelas polícias civis,
militares e federal, entre outras fontes oficiais, que
confirmam o quanto falhamos miseravelmente em
proteger crianças, mulheres e a população negra
(de todos os gêneros, regiões ou idade), alvos
prioritários de todos os tipos de violência.
No recorte de gênero, de 2022 para cá, cresceram
todas as modalidades de ataques contra as
mulheres. No ano passado, foram 1.467 vítimas do
feminicídio (+ 0,8%); 258.941 registros de
agressões recorrentes de violência doméstica (+
9,8%); 38.507 de constrangimento psicológico (+
33,8%).
Nesse contingente da população, foram concedidas
540.255 medidas protetivas de urgência (+ 26,7%);
778.921 (+ 16,5%) mulheres foram ameaçadas;
8.372 sobreviveram à tentativa de homicídio (+
9,2%) e 2.797 à de feminicídio (+ 7,1%); e 77.083
denunciaram stalking (+ 34,5%).
No Brasil, as mártires do feminicídio são negras,
têm entre 18 e 44 anos e estavam em casa em
64,3% dos crimes — não há lugar seguro no
planeta quando se é mulher. Seus assassinos em
sua maioria são homens (90%) — parceiro íntimo,
ex-parceiro ou familiar.
Fonte: SILVA, Adriana Ferreira. Violência de gênero: índices são ruins
e devem piorar. Nexo Jornal, 19 jul. 2024. Disponível em:
https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/19/violencia-degener o-indices-sao-ruins-e-devem-piorar. Acesso em: 27 ago. 2024
Sobre as seguintes orações subordinadas do texto
“Violência de gênero: índices são ruins e devem
piorar”, podemos fazer as seguintes afirmações:
I. A oração “que falhamos miseravelmente em
proteger crianças, mulheres e a população negra” é
uma oração subordinada substantiva objetiva
direta, pois complementa o sentido do verbo
“confirmam”.
II. A oração “No mesmo tempo em que você gasta
assistindo a 20 vídeos de 30 segundos no TikTok”
é uma oração subordinada adverbial temporal, pois indica o tempo em que ocorre a ação descrita na
oração principal.
III. A oração “É bastante provável que essa vítima
tenha no máximo 13 anos” contém uma oração
subordinada substantiva subjetiva, que funciona
como sujeito do verbo “é”.
IV. A oração “quando se é mulher” é uma oração
subordinada adverbial temporal, pois indica uma
circunstância de tempo na oração principal.
Estão corretas apenas as alternativas:
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