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Leia abaixo as estrofes finais do poema “Lépida e leve”, de Gilka Machado. Língua do meu Amor velosa e doce, que me convences de que sou frase, que me contornas, que me vestes quase, como se o corpo meu de ti vindo me fosse. Língua que me cativas, que me enleias os surtos de ave estranha, em linhas longas de invisíveis teias, de que és, há tanto, habilidosa aranha…
Língua-lâmina, língua-labareda, língua-linfa, coleando, em deslizes de seda... Força inféria e divina faz com que o bem e o mal resumas, língua-cáustica, língua-cocaína, língua de mel, língua de plumas?…
Amo-te as sugestões gloriosas e funestas, amo-te como todas as mulheres te amam, ó língua-lama, ó língua-resplendor, pela carne de som que à ideia emprestas e pelas frases mudas que proferes nos silêncios de Amor!  MACHADO, G. Lépida e leve. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
No poema, observa-se o uso do hífen em diversas expressões junto à palavra “língua-”:, tais como Língua-lâmina, língua-labareda, língua-linfa. Assinale a alternativa correta quanto ao uso:

  • Configura erro gramatical aceito em textos literários.
  • Constrói sentido harmônico entre as palavras que liga.
  • É obrigatório, pois o primeiro elemento é acentuado graficamente.
  • É dispensável para a intenção estético-expressiva do texto.
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