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#2357351

A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) traz em seus parâmetros legais alguns elementos que se voltam para educação profissional e tecnológica, observando aqui que essa temática se torna de extrema importância para sociedade, tendo em vista que o assunto se destaca por mencionar diretamente a relação da educação com o mundo do trabalho. Contudo, este mesmo mundo do trabalho perpassa por mudanças que influenciam diretamente a perspectiva do conhecimento formal desenvolvido nas instituições de ensino, as quais tomam como paradigmas as operações produtivas, observando que a formação profissional está comprometida com a prática de cidadania.

Toda essa afirmativa depende do seguinte fator:

  • Das diretrizes normativas que sustentam a educação técnica da região sudeste, já que esta região é o maior polo industrial do país, que não podem estar atreladas à política partidária que enfraquece o desenvolvimento econômico do Brasil, observado aqui que essas diretrizes normativas ratificam as políticas sociais voltadas para o trabalho agrícola e para geração de renda por meio de programas sociais como é o caso do bolsa família.
  • Da homologação de uma legislação específica que possa atende os anseios das comunidades negras existentes no país, pois quando foi possível, legalmente, a criação dos Institutos Federais, houve a necessidade de implantação dos Núcleos de Estudo Afro-Brasileiros (NEAB), como parte integrante 27 do organograma funcional, cuja contribuição vem sendo significativa para formação de profissionais pertencentes a essas comunidades negras, tirando-os do processo de exclusão social.
  • A partir da proposta de educação profissional que as diretrizes normativas flexibilizaram, desde o início de sua formação, na contingência histórica, sua estrutura orgânica e, em decorrência disso, nunca perpassou por dificuldades em atender, com agilidade, a crescente demanda por níveis mais elevados de qualificação profissional.
  • Da própria dialética, pois a dificuldade de diálogo imposta por educadores brasileiros e pelas instituições acadêmicas geraram uma ruptura danosa entre o mundo empresarial e as escolas profissionalizantes, pois toda essa dificuldade em questão vem inviabilizando o currículo focado na competência, ignorando aqui que a própria educação profissional possui também uma natureza social que é extremamente importante para formação humana.
  • Da necessidade de um modelo tradicional que oferte cursos profissionalizantes para pessoas que não tiveram oportunidade de estudar na idade certa, percebendo que contribuição desse modelo teria a intenção de eliminar qualquer possibilidade de ampliar a desigualdade social, mesmo sendo uma proposta de educação profissional existente dentro de uma estrutura impermeável no aspecto socioeconômico e cultural de nosso país.
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