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#2323239
Texto da Questão:

                                           CASO CLÍNICO


Você avaliou uma paciente de 26 anos, que se graduou em Direito há 5 anos e faz concursos jurídicos, com a meta de tornar-se promotora de justiça federal. Ela relata que faz tratamento para “ansiedade” há muitos anos, desde que ingressou na faculdade, mas acha que seu diagnóstico é de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), pois não consegue memorizar adequadamente os conteúdos e frequentemente fica distraída, perdendo o foco nos estudos. Você continua a avaliação e, no meio de sua entrevista, ela relata crises típicas de pânico, com hiperexcitação autonômica e sensação iminente de morte, associados ao alto grau de ansiedade basal apresentado nos outros momentos de sua vida. Há relato familiar de irmãos e mãe em tratamento psiquiátrico. Você optou por iniciar escitalopram 10 mg/dia para a jovem, orientando a respeito das possibilidades farmacológicas e não farmacológicas do tratamento.

O diagnóstico de transtorno do pânico pode ser frequentemente dificultado pela presença de comorbidades psiquiátricas. No caso clínico anterior, apesar das dificuldades, foi possível firmar o diagnóstico de transtorno de pânico e a paciente obteve ótimos resultados com o uso de escitalopram. Sobre o transtorno de pânico, pode-se afirmar que:

  • A presença de depressão como diagnóstico comórbido não aumenta o risco de suicídio.
  • Gêmeos monozigóticos e dizigóticos apresentam a mesma taxa de concordância para o transtorno.
  • A terapia farmacológica é mais efetiva que a terapia cognitivo-comportamental, nesses casos.
  • Há aumento nas taxas de ideação suicida e tentativas de suicídio, mesmo quando os dados são estatisticamente ajustados para depressão.
  • Não há diferença na prevalência do transtorno considerando o gênero.
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