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Marque a alternativa CORRETA que trata das transformações econômicas e sociais do Estado do Brasil no século XVIII analisadas por Sampaio:
Texto de apoio: SAMPAIO, Antonio Carlos Jucá de. A curva do tempo: as transformações na economia e na sociedade do Estado do Brasil no século XVIII. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade).

  • A produção aurífera representou a ampliação da submissão da América portuguesa em relação ao reino português. Do ponto de vista colonial, o ouro era moeda, mas era também uma mercadoria produzida internamente, e esse duplo significado impedia, devido às políticas de controle metropolitanas implementadas ao longo do século XVII e XVIII, a livre circulação desse produto, via relações mercantis internas.
  • As enormes quantidades de ouro brasileiro desembarcado em Portugal no século XVIII, em que pese a evidente decadência da segunda metade do século, representaram para o reino português o acesso a recursos suficientes para garantir uma expansão mercantil sem correspondente expansão produtiva, ou seja, reforçar o caráter de entreposto do reino em relação à sua principal conquista.
  • O ouro fazia sua estreia na cesta de moedas utilizadas nas suas relações com a Europa pelos comerciantes sediados na América portuguesa a partir de 1703. Tal como a cana-de-açúcar nos séculos anteriores, ele serviu para fortalecer a integração desse território com Portugal, compondo um eixo mercantil fundamental. Já a África manteve-se fora do circuito, fornecendo cativos em troca de aguardente e fumo.
  • Não só por conta da produção de artigos para exportação, como o açúcar, como também pelo próprio caráter escravista da produção, incapaz de gerar mercado consumidor pujante, o comércio, até meados do século XVIII era uma atividade secundária. É o surgimento de uma elite mercantil que eleva em sua importância, ao romper regiões internas isoladas e recrudescer o comércio colonial transatlântico.
  • O período colonial tardio (grosso modo, o último quartel do século XVIII e a primeira década do seguinte) marca a recuperação econômica do império português, devido à emergência de uma camada social mercantil, que estava ainda por consolidar formas de acumulação vinculadas à hegemonia desse grupo, tais como o controle direto sobre o tráfico de escravos, através da criação de companhias especializadas no ramo.
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