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#1976813

Nas décadas de 1980 e 1990, a Educação Física (EF) brasileira viveu um momento de elaboração de propostas de renovação teórica e metodológica. Calcadas nas Ciências Humanas e valendo-se de diferentes bases teóricas, elas estabeleceram um contraponto pedagógico para as propostas tradicionais, fundadas em pressupostos biológicos e do treinamento esportivo, e influenciaram a elaboração de proposições didáticopedagógicas para a EF escolar. Sobre o assunto, pode-se afirmar:  

  • O interesse pela sociologia sistêmica contribuiu com um modelo didático-pedagógico que apontou a necessidade de compatibilizar finalidades e meios educacionais no currículo.
  • O campo da EF no Brasil, nessas décadas, foi influenciado por teorias críticas e emancipatórias com diferentes nuanças, embora a noção de cultura, também com semelhantes entendimentos, lhes seja particular.
  • A abordagem psicodramática de Kunz apresentou tanto novas perspectivas para análise do corpo em movimento como encaminhamentos didáticos para os processos de ensino e aprendizagem em EF.
  • Pedagogias críticas e emancipatórias começaram a exercer importante influência e a tensionar o campo. Tais abordagens propunham a transformação individual como tema chave, sustentadas por aportes marxistas e neomarxistas, apropriados por meio de estudos da Pedagogia.
  • Outras fontes teóricas – como estudos etnográficos, sociologia sistêmica e fenomenologia – não foram consideradas para propor mudanças na EF. Os estudos etnográficos desvalorizaram a dinâmica da diversidade cultural das aulas de EF e as diferenças individuais, tendo como referência a noção de alteridade.
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