As fraturas do úmero proximal em pacientes idosos
representam um desafio terapêutico, envolvendo um
equilíbrio entre a estabilidade da fixação e a qualidade
óssea comprometida. A classificação de Neer, baseada
no desvio dos quatro principais fragmentos (cabeça
umeral, tubérculo maior, tubérculo menor e diáfise), é
amplamente utilizada para guiar o tratamento.
Considerando os avanços nas técnicas cirúrgicas e nos
implantes, analise as afirmativas a seguir.
I.Em fraturas de quatro partes com impactação em valgo
da cabeça umeral em um paciente idoso com boa
qualidade óssea, a osteossíntese com placa de ângulo
fixo (bloqueada) e a preservação da cabeça umeral
podem ser uma opção viável, pois a vascularização da
cabeça pode estar preservada pela artéria arqueada.
II.A artroplastia reversa do ombro como tratamento
primário para fraturas complexas do úmero proximal (três
ou quatro partes) tem ganhado indicação, especialmente
em pacientes com mais de 70 anos e com lesão
pré-existente ou irreparável do manguito rotador, pois
seu desenho biomecânico não depende da integridade
dos tendões do manguito para a elevação ativa do braço. III.Nas fraturas-luxações da cabeça umeral, a redução
incruenta seguida de imobilização é o tratamento de
escolha, independentemente do número de fragmentos,
uma vez que a redução anatômica da articulação
glenoumeral restaura a estabilidade e minimiza o risco
de necrose avascular.
Está correto o que se afirma em:
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