A monitorização da pressão intracraniana (PIC) é um
pilar no manejo de pacientes neurocríticos, como
aqueles com traumatismo cranioencefálico grave,
hemorragia subaracnoidea ou edema cerebral maligno. A
interpretação das curvas de PIC e dos parâmetros
derivados é crucial para guiar a terapêutica. Acerca do
assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F,
para as falsas:
(__)A morfologia normal da onda de pulso da PIC é
composta por três picos: P1 (onda de percussão), P2
(onda tidal) e P3 (onda dicrótica), sendo que em
condições de complacência intracraniana normal, a
amplitude de P1 é maior que a de P2 (P1 > P2). (__)Um padrão de onda no qual a amplitude de P2 se
torna maior que a de P1 (P2 > P1) é um sinal ominoso
que indica diminuição da complacência cerebral e risco
iminente de herniação, mesmo que o valor absoluto da
PIC ainda não tenha atingido o limiar de tratamento.
(__)As ondas de platô, ou ondas A de Lundberg, são
elevações súbitas e sustentadas da PIC para níveis
acima de 50 mmHg, com duração de 5 a 20 minutos, e
representam um estado de descompensação
cerebrovascular crítica, frequentemente associadas à
isquemia cerebral. (__)O cálculo da Pressão de Perfusão Cerebral (PPC),
dado pela fórmula PPC = Pressão Arterial Média (PAM) -
Pressão Venosa Central (PVC), é o principal alvo
terapêutico, devendo ser mantida acima de 80 mmHg
para garantir fluxo sanguíneo cerebral adequado em
todos os pacientes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
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