Um paciente de 45 anos, executivo, refere quadro de dor
epigástrica em queimação há 2 meses, que melhora com
a alimentação e piora 2 a 3 horas após as refeições,
despertando-o à noite. Ele nega perda de peso, mas
admite uso frequente de anti-inflamatórios não
esteroides (AINEs) por cefaleia tensional e relata alto
nível de estresse no trabalho. Uma endoscopia digestiva
alta é realizada e evidencia uma úlcera de 1,5 cm de
diâmetro na parede anterior do bulbo duodenal. O teste
de urease para Helicobacter pylori na biópsia gástrica
resulta positivo. Sobre a fisiopatologia e o tratamento
desta condição, analise as afirmativas a seguir:
I.A fisiopatologia da úlcera duodenal envolve um
desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da
mucosa. Neste caso, há dois fatores agressores
principais: a infecção por H. pylori, que aumenta a
secreção de gastrina e ácido clorídrico, e o uso de AINEs, que inibem a produção de prostaglandinas
protetoras da mucosa.
II.O tratamento visa a erradicação do H. pylori, a
cicatrização da úlcera e a prevenção de recorrências. O
esquema de primeira linha preconizado no Brasil envolve
a combinação de um inibidor de bomba de prótons (IBP)
em dose dupla com dois antibióticos, como amoxicilina e
claritromicina, por 14 dias.
III.Após o término do tratamento de erradicação, é
mandatório manter o uso contínuo de um IBP por tempo
indeterminado para prevenir a recidiva da úlcera, mesmo
com a confirmação da erradicação da bactéria.
Está correto o que se afirma em:
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