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#3670560

Mulher de 58 anos, G3P3A0, procurou atendimento fisioterapêutico com queixa de perda frequente de fezes pastosas e urgência fecal nos últimos dois anos, com episódios de escape fecal pelo menos três vezes por semana. Relata que a perda já aconteceu no Pilates ou quando não consegue chegar rapidamente ao banheiro. Refere histórico de partos vaginais prolongados, com laceração perineal grau III não reparada adequadamente, e constipação crônica na juventude. Há dois anos, realizou cirurgia de hemorroidectomia. Desde então, notou piora dos sintomas. Relata evitar encontros sociais e interrompeu o Pilates por vergonha dos escapes fecais. Questionários aplicados: PFDI-20 (Pelvic Floor Distress Inventory – 20) mostrou desconforto grave dos sintomas do assoalho pélvico e a Escala de Wexner indicou escores altos para incontinência fecal líquida e a flatos, com impacto diário na qualidade de vida. Após realizar uma avaliação fisioterapêutica criteriosa e completa e construir o diagnóstico fisioterapêutico, qual o tratamento mais indicado para esta paciente?

  • Contraindicada a eletroestimulação do nervo tibial, sendo indicada somente em casos de queixas urinárias.
  • Indicado o treinamento dos músculos do assoalho pélvico para restaurar a coordenação abdominopélvica, a função motora esfincteriana e a sensibilidade retal.
  • Contraindicada a prática de atividade física durante o tratamento fisioterapêutico, devendo a paciente retomá-la somente após a alta.
  • Ao receber a contra-referência da nutricionista, é indicado reforçar as orientações sobre a liberação de alimentos irritativos e o aumento da ingestão de fibras em caso de fezes líquidas.
  • Contraindicada ingesta hídrica por alterar a consistência das fezes e piorar o quadro de perda fecal.
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