Estudos mostram que entre 30% e 50% das pessoas
abandonam o uso do dispositivo auxiliar de marcha
logo após recebê-lo. Além disso, quase metade dos
usuários relatam dificuldades ou riscos durante o uso
da bengala ou do andador. As taxas elevadas de
abandono e insatisfação frequentemente refletem
prescrição inadequada, ausência de treinamento ou
uso de dispositivos não ajustados às necessidades
funcionais do indivíduo. Nesse contexto, a avaliação
fisioterapêutica detalhada da marcha e das condições
para uso de dispositivos auxiliares é fundamental.
Com base nas recomendações atuais para a
prescrição de andadores, analise as afirmativas
abaixo:
I. Em casos de dor articular bilateral nos membros
inferiores, o andador pode ser uma opção viável desde
que os membros superiores apresentem função
articular e muscular preservadas.
II. O andador de duas rodas deve ser indicado quando
a pessoa idosa tem bom controle postural, mas que
necessite aumentar a base de suporte e diminuir mais
a sobrecarga articular do que com o uso da bengala.
III. A prescrição de andador fixo deve considerar, entre
outros fatores, a presença de bom nível cognitivo e
capacidade aeróbica suficiente para suportar o
esforço exigido pelo uso do dispositivo.
IV. O uso de qualquer tipo de andador é contraindicado
para pessoas idosas que apresentem medo de cair,
pois a insegurança emocional compromete o uso
adequado do dispositivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta de verdadeiro (V) ou falso (F):
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