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#2579808
Texto da Questão:

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.


Furto de flor


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. 
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer. 
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me. 
— Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! 

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.

Analise este trecho.

“Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.” 


A palavra 'se' estabelece no trecho uma relação de

  • condicionalidade, porque as novidades se apresentam caso as flores sejam bem observadas.
  • proporcionalidade, porque à medida que as flores são observadas as novidades surgem.
  • finalidade, porque as flores são bem observadas para que elas apresentem novidades.
  • causalidade, já que só há novidades porque as flores são observadas.
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