Em fins dos anos 1960, Ariano Suassuna, então professor do Departamento de Filosofia da UFPE, em conjunto
com outros artistas plásticos e músicos, lança um movimento artístico de concepções nacionalistas,
matéria-prima regionalista e rico simbolismo imagético-sonoro conhecido como Movimento Armorial. Esse
movimento privilegiava as matrizes artísticas e as expressões locais, ao invés de adaptar personagens e
paisagens a esquemas literários já estabelecidos e vindos de fora.
O repertório, criado especialmente para o Movimento Armorial, incorpora a modalidade advinda da música dos
cantadores de aboio nordestinos, e hibridiza a instrumentação barroco-renascentista com elementos nacionais
ao introduzir cordofones como o Marimbau, a Rabeca e a Viola Sertaneja, apropriando neles, gestuais
percussivos que emulam, por exemplo, o ritmo de batidas de pés típicos de práticas musicais indígenas
brasileiras.
As obras armoriais "Cavalo Marinho (Chamada no.1)"; "Mourão (Variações sobre um tema de Guerra-Peixe)";
"A onça, os guinés e os cachorros"; "Três peças nordestinas"; "Cantiga"; “Príncipe alumioso/ Velame" e
"Grande Missa Nordestina", foram compostas por
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