“No período colonial brasileiro, havia um conjunto de brincadeiras denominado Entrudo, termo proveniente
de introito, que significa introdução, referindo-se às práticas festivas que precediam a Quaresma, ou seja, o
período de penitência que vai da Quarta-Feira de Cinzas até o domingo de Páscoa (segundo o catolicismo e
algumas outras religiões cristãs). O Entrudo era festejado não apenas por uma parte da elite, mas, sobretudo,
por estratos menos favorecidos da população, como escravos libertos e outros livres empobrecidos (...)
No século XIX, o Entrudo passou a ser duramente criticado visto como imoralidade pagã herdada dos
portugueses e combatido por jornalistas, padres, policiais e outras autoridades do Império. Seguindo a
dinâmica nacional, em Pernambuco o Entrudo era enquadrado como desordem social, conforme várias
matérias publicadas nos principais jornais da época. Em face da repressão policial e da educação moralizadora
da imprensa, em meados do século XIX vai-se tentando substituir o Entrudo de origem lusitana ("brinquedo
selvagem dos jogos sujos" de rua e os batuques) por um Carnaval alinhado com as sensibilidades dos teatros,
das óperas e dos salões de Veneza, Paris e Nice”.
Fonte: OLIVEIRA, Climério de S.; MENDES, Marcos F.; RESENDE, Tarcísio S. Frevo: transformações ao longo do passo. Recife: Ed.
CEPE, 2019 (Coleção Batuque Book).
A partir da contextualização descrita no fragmento, entende-se que no Entrudo e nos bailes de máscaras do
Carnaval recém-modelado no Rio de Janeiro e Recife, da segunda metade do séc. XIX, os gêneros musicais
executados eram
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