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#2869665

“Se o educador é aquele que sabe, se os alunos são os que não sabem nada, cabe ao primeiro dar, entregar, transmitir, transferir seu saber aos segundos. E este saber não é mais aquele da ‘experiência vivida’, mas sim o da experiência narrada ou transmitida.

Não é de surpreender, então, que, nesta visão ‘bancária’ da educação, os homens sejam considerados como seres destinados a se adaptar, a se ajustar. Quanto mais os alunos se empenham em arquivar os ‘depósitos’ que lhes são entregues, tanto menos eles desenvolvem em si a consciência crítica que lhes permita inserir-se no mundo como agentes de sua transformação, como sujeitos. Quanto mais se lhes impõe a passividade, tanto mais, de maneira primária, ao invés de transformar o mundo, eles tendem a se adaptar à realidade fragmentada contida nos ‘depósitos’ recebidos.”

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1974)

Para Paulo Freire, o ensino “bancário”:

  • deforma a necessária criatividade do educando e do educador.
  • transforma educador e educando em problematizadores.
  • desenvolve o conhecimento necessário para que educador e educando transformem o mundo.
  • permite que professor e educando desenvolvam o pensamento crítico.
  • mantém vivos, no educando, o gosto por aprender; e , no educador, o prazer de ensinar.
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