Pode-se pensar, desta forma, que a década de 1960 constitui
como que um ponto de inflexão cujos desdobramentos frutificam
de forma plena nos anos 1970, e daí prosseguem. São várias as
razões que podem ser citadas para justificar esta transformação
ampla e significativa, muitas delas, não por acaso, já arroladas
em artigos que discutem especificamente a renovação ocorrida
no campo disciplinar da história no plano internacional, com suas
repercussões no Brasil. A revitalização dos estudos de história
política, ou o que tem sido chamado de o "retorno" da história
política, guarda relações profundas com as mudanças de
orientações teóricas que atingiram as ciências sociais de forma
geral. Inúmeros autores situam o fenômeno como uma crise dos
paradigmas estruturalistas então vigentes: o marxista, o
funcionalista e também o de uma vertente da escola dos Annales. Adaptado de: GOMES, Angela de Castro. Política: História, Ciência, Cultura etc.,
Estudos históricos, n.17, 1996, pp.62-63.
Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve
corretamente o foco dado por essa transformação da
historiografia, durante os anos 1960 e 1970.
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