O historiador medieval permanece ainda, quanto aos fatos,
dependente da tradição, não dispondo de armas eficientes para a
crítica dessa tradição. Assim, coloca-se no mesmo plano que Tito
Lívio, conservando quer a sua fraqueza quer a sua força. Não
dispõe de meios para estudar a evolução das tradições que
chegaram até ele ou para decompô-las nos seus diversos
componentes. A saída crítica é puramente pessoal, não científica,
não sistemática, arrastando-o frequentemente para aquilo que
nos parece uma tola credulidade. A seu crédito, porém, há a
registrar o fato de patentear muitas vezes um notável valor
estilístico e forças imaginativa.(COLLINGWOOD, R. G. A ideia de História. Lisboa: Presença, 1981. p. 73) A escrita da história na Idade Média se vincula a uma concepção
de mundo medieval em que se destaca o/a:
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