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“Algumas características também acompanham essa narrativa oficial do Brasil como colônia: a exploração de recursos naturais na colônia para manufaturas na metrópole, o plantation como modo de produção baseado monocultura em latifúndios com uso da mão de obra escrava, que, por sua vez, iniciou-se pela escravidão dos nativos da terra – e, em segundo essa versão, após concluírem que os índios “não eram bons para o trabalho”, iniciou-se a importação de mão-de-obra de imigrantes para ocuparem os postos de trabalhos assalariados, a fim de criar um mercado consumidor dos produtos manufaturados que provinham das fábricas, do processo de industrialização.” 
(MENEZES, Paula Mendonça. Outros tesouros das Minas Gerais. In: PIMENTA, Angelise Nadal e MENEZES, Paula Mendonça. Firmando o pé no território.: temática indígena em escolas. Rio de Janeiro: Pachamam, 2020. p. 46)

A narrativa histórica oficial possui marcadores históricos, o que o texto explicita. O tipo de narrativa descrito no fragmento foi comumente usada nos livros didáticos e sua consolidação pode ser explicada, em grande parte, pelo seguinte aspecto:

  • o pensamento mágico-religioso modelou a abordagem e a escrita da historiografia brasileira sobre o período colonizador.
  • a inexistência de universidades na América portuguesa implicou na ausência de produção acadêmica de qualidade
  • a historiografia brasileira se construiu afastada de um diálogo estreito com as inovações metodológicas europeias
  • a história do Brasil foi escrita com documentos oficiais elaborados pelo colonizador, portanto, marcado por uma visão eurocêntrica.
  • a história do Brasil presente nos livros didáticos foi elaborada por profissionais sem a qualificação acadêmica no ofício de historiador.
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