“Apesar do multiculturalismo estar atualmente em foco em nossa
sociedade, especialmente na educação, não há, nem de longe,
discussões práticas suficientes acerca de como o contexto da sala
de aula pode ser transformado de modo a fazer do aprendizado
uma experiência de inclusão. Para que o esforço de respeitar e
honrar a realidade social e a experiência de grupos não brancos
possa se refletir num processo pedagógico, nós, como professores
- em todos os níveis, do ensino fundamental à universidade -, temos
de reconhecer que nosso estilo de ensino tem de mudar. Vamos
encarar a realidade: a maioria de nós frequentamos escolas onde
o estilo de ensino refletia a noção de uma única norma de
pensamento e experiência, a qual éramos encorajados a crer que
fosse universal. Isso vale tanto para os professores não brancos
quanto para os brancos. A maioria de nós aprendemos a ensinar
imitando esse modelo. Como consequência, muitos professores se
perturbam com as implicações políticas de uma educação
multicultural, pois têm medo de perder o controle da turma caso
não haja um modo único de abordar um tema, mas sim modos
múltiplos e referências múltiplas.”
(HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir.
São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017. p. 51)
Tendo como referência a reflexão da autora sobre os desafios
impostos ao professor pelo contexto de sala de aula, um professor
de História que pretenda romper com práticas sedimentadas no
tempo deve
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