São cada vez mais numerosas as vozes que se levantam
contra o acordo ortográfico. Não só em Portugal, como também
noutros países que falam a língua de Camões. No Brasil, por
exemplo, os principais opositores do acordo citam o Manifesto
em Defesa da Língua Portuguesa, Contra o Acordo Ortográfico,
promovido por Vasco Graça Moura, que já conta com mais de
115 mil assinaturas. Há dias, a petição esteve na base de um
artigo publicado no jornal O Globo, com o título Portugal Reage.
Quem também ataca o acordo é o jornalista e escritor Carlos
Heitor Cony, membro da Academia Brasileira de Letras. “No tempo do Getúlio (Brasil) e de Salazar (Portugal) foram feitos
acordos que não prevaleceram, porque, na realidade, quem faz a
língua não são as academias, nem os governos. Quem faz a
língua é o povo”, afirma. “Os portugueses jamais vão deixar de
chamar o trem de ‘comboio’, não adianta. Em Portugal, ‘facto’ é
‘fato’, e ‘fato’ é ‘roupa’. Também temos nossas particularidades e
jamais vamos chegar a um acordo”.
O vocábulo “acordo" é derivado do verbo “acordar". Nesse caso,
as vogais finais de palavras como janta, embarque, grito, caça
devem ser vistas como
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