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#2014209
Texto da Questão:

Leia o texto a seguir e responda à questão.

    São cada vez mais numerosas as vozes que se levantam contra o acordo ortográfico. Não só em Portugal, como também noutros países que falam a língua de Camões. No Brasil, por exemplo, os principais opositores do acordo citam o Manifesto em Defesa da Língua Portuguesa, Contra o Acordo Ortográfico, promovido por Vasco Graça Moura, que já conta com mais de 115 mil assinaturas. Há dias, a petição esteve na base de um artigo publicado no jornal O Globo, com o título Portugal Reage.
    Quem também ataca o acordo é o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, membro da Academia Brasileira de Letras. “No tempo do Getúlio (Brasil) e de Salazar (Portugal) foram feitos acordos que não prevaleceram, porque, na realidade, quem faz a língua não são as academias, nem os governos. Quem faz a língua é o povo”, afirma. “Os portugueses jamais vão deixar de chamar o trem de ‘comboio’, não adianta. Em Portugal, ‘facto’ é ‘fato’, e ‘fato’ é ‘roupa’. Também temos nossas particularidades e jamais vamos chegar a um acordo”.

Quando Carlos Heitor Cony cita o exemplo de que “Os portugueses jamais vão deixar de chamar o trem de comboio", ele

  • destaca um exemplo que não é adequado, pois, nesse caso, se trata de mudança vocabular e não ortográfica.
  • mostra a impossibilidade de um acordo ortográfico ser aceito por povos de princípios gráficos tão diversos.
  • indica que a Língua Portuguesa de Portugal tem vocábulos mais adequados do que a Língua Portuguesa do Brasil.
  • aponta para o fato de o futuro da Língua Portuguesa estar ligado mais ao Brasil do que a Portugal.
  • sugere um exemplo que mostra claramente a impossibilidade de os brasileiros aceitarem o acordo ortográfico.
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