“O mais importante a enfatizar é que a norma-padrão não é uma variedade linguística: ela é um construto
sociocultural, artificial, da mesma natureza dos códigos penais, das leis de trânsito, dos pesos e medidas, da
velocidade máxima dos elevadores, da cotação das moedas estrangeiras etc. Justamente por isso, ela não corresponde em grande parte à intuição linguística dos falantes: suas prescrições – por serem anacrônicas, isto é,
divorciadas da realidade contemporânea da língua – tentam impor sempre os usos linguísticos menos comuns,
mais raros, quando não simplesmente inexistentes.” (Bagno, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. 1.ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2011, grifos do autor). A partir da reflexão acima, bem como das noções de norma-padrão, norma culta e norma popular, é correto
afirmar que
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