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#3091393

“O mais importante a enfatizar é que a norma-padrão não é uma variedade linguística: ela é um construto sociocultural, artificial, da mesma natureza dos códigos penais, das leis de trânsito, dos pesos e medidas, da velocidade máxima dos elevadores, da cotação das moedas estrangeiras etc. Justamente por isso, ela não corresponde em grande parte à intuição linguística dos falantes: suas prescrições – por serem anacrônicas, isto é, divorciadas da realidade contemporânea da língua – tentam impor sempre os usos linguísticos menos comuns, mais raros, quando não simplesmente inexistentes.” 
(Bagno, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. 1.ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2011, grifos do autor). 

A partir da reflexão acima, bem como das noções de norma-padrão, norma culta e norma popular, é correto afirmar que

  • a norma popular, assim como a norma-padrão, não é uma variedade linguística.
  • a norma-padrão e a norma culta devem ser concebidas como uma mesma variedade linguística.
  • a norma culta, prescrita pelas gramáticas tradicionais, não incorpora os usos reais do português brasileiro.
  • a norma popular é constituída por um conjunto de variedades linguísticas que costumam ser estigmatizadas socialmente.
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