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#2698794

Franklin Leopoldo e Silva, no texto História da Filosofia: centro ou referencial?, aborda uma questão importante relativa ao ensino de filosofia que é a da organização dos planos de ensino, tomando a produção dos filósofos ao longo da história do pensamento humano, como centro do trabalho na disciplina, ou como uma referência. Após apontar vantagens e dificuldades relativas às duas possibilidades, ao se referir à segunda, aponta a flexibilidade na organização do plano de ensino como uma vantagem e, como dificuldade, o grande esforço e conhecimento exigidos do professor para que as produções dos filósofos selecionadas sirvam adequadamente ao bom rendimento das aulas. E, neste momento, ele diz: “... pois, a discussão de temas filosóficos sem o recurso à história da filosofia não resulta em aprendizado e envolve o risco de se permanecer no ‘livre pensar’”.

(SILVA, Franklin Leopoldo. “História da Filosofia: centro ou referencial?”. In: NETO, Henrique Nielsen (Org.) O ensino da filosofia no 2o grau. São Paulo: SEAF/Sofia, 1987, p. 153-162)

Segundo o autor,

  • dependendo da opção escolhida para orientar a organização do plano de ensino da disciplina filosofia, o recurso à história da filosofia pode ser dispensado.
  • a melhor maneira de se organizar um plano de ensino de filosofia é a de tomar a história da filosofia como centro do trabalho em sala de aula.
  • seja qual for a orientação escolhida, dentre as duas postas pelo autor, a presença da produção filosófica já realizada historicamente, é fundamental no ensino de filosofia.
  • aulas de filosofia devem promover o “livre pensar” e, isto, não requer nenhum acesso às produções filosóficas ao longo da história.
  • compete ao professor de filosofia definir com seus alunos a temática da aula de filosofia, sem levar em conta as duas orientações colocadas.
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