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#2831634
Texto da Questão:

Instruções: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.

Durante uma discussão no Studio 35, local onde os jovens pintores nova-iorquinos se reuniam no início dos anos 1950, o debate voltou-se para a questão de qual nome deveriam adotar. Seria o caso de aceitar “expressionismo abstrato”? Ou deviam inventar outro? Interrogado sobre o assunto, De Kooning respondeu com a seguinte frase: “Nomear-nos a nós mesmos é catastrófico”. Por que catastrófico? Porque a palavra, qualquer que fosse, restringiria, simplificaria, criaria obrigações e, logo, uma ortodoxia. Seria necessário, por exemplo, ser abstrato e proibir-se toda alusão figurativa a fim de merecer o título de moderno. De Kooning recusa sistemas, teorias. “Espiritualmente falando”, diz ele, “estou ali onde meu espírito me permite estar, e este lugar não é necessariamente o futuro.”

Somente essa liberdade pode lhe permitir realizar rupturas ao longo de toda a sua obra. Abstrato na segunda metade dos anos 40, ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres. Ela dura por alguns anos, até 1955, a partir de quando De Kooning experimenta uma espécie de paisagismo gestual e alusivo. Ele não participa da querela, simplista a seu ver, contra ou a favor da figuração. A questão está em outra parte: no “conteúdo”, essa “coisa muito, muito sutil” que não se deixa definir facilmente e que não se pode capturar de imediato.

(Adaptado de Jacqueline Lichtenstein (org). A pintura. Vol 6: A figura humana. Coord. da trad. Magnólia Costa. São Paulo, Ed. 34, 2004, pp. 127-128)

Segundo o texto, De Kooning

  • rejeita definições para a arte produzida por ele e sua geração, porque aceitá-las significaria atrelar essa forma de arte a normas e padrões preestabelecidos.
  • propõe a representação de figuras humanas femininas como meio de se diferenciar dos expressionistas, para os quais apenas formas abstratas seriam aceitáveis.
  • identifica-se com a ortodoxia dos pintores modernos, cujas diretrizes teóricas foram determinantes para a sua trajetória artística e sua busca por uma essência verdadeira.
  • encontra nas alegorias da arte clássica do passado o meio de ir ao encontro daquilo que estimula a sua imaginação, distinguindo-se, assim, dos pintores de sua geração.
  • afasta-se das discussões sobre a legitimidade da arte figurativa por acreditar que o objeto artístico não pode ser definido.
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