“A imensa diversidade sociocultural do Brasil é acompanhada de uma extraordinária
diversidade fundiária. As múltiplas sociedades indígenas, cada uma delas com formas próprias de
inter-relacionamento com seus respectivos ambientes geográficos, formam um dos núcleos mais
importantes dessa diversidade, enquanto as centenas de remanescentes das comunidades dos
quilombos, espalhadas por todo o território nacional, formam outro. (...) Ainda, há as distintas
formas fundiárias mantidas pelas comunidades de açorianos, babaçueiros, caboclos, caiçairas,
caipiras, campeiros, jangadeiros, pantaneiros, pescadores artesanais, praierios, sertanejos e
varjeiros.” (LITTLE, Paul. Territórios Sociais e Povos Tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Brasília:
UNB – Série Antropologia, 2002, p. 2.) O trecho acima apresenta os múltiplos arranjos socioespaciais criados na sociedade brasileira ao
longo da sua história. Partindo deste exemplo, podemos considerar como cerne dos estudos
antropológicos da territorialidade humana:
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