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#3727510

A síndrome de Cushing, seja na forma endógena (dependente ou independente de ACTH) ou iatrogênica (exposição exógena a glicocorticoides), permanece desafio clínico pela sobreposição fenotípica e diferenças prognósticas. Revisões recentes (European Society of Endocrinology Clinical Practice Guideline, 2021; Lacroix et al., JCEM, 2022) ressaltam que a distinção envolve não apenas o eixo HPA, mas também implicações cardiovasculares, metabólicas e de supressão adrenocortical prolongada. Considerando essas perspectivas, qual proposição sintetiza com maior rigor as diferenças entre as formas endógena e iatrogênica?

  • O excesso endógeno de cortisol deriva de secreção autônoma tumoral, enquanto o iatrogênico decorre da administração crônica de glicocorticoides exógenos, ambos cursando com repercussões metabólicas similares.
  • O hipercortisolismo endógeno pode coexistir com secreção ectópica de ACTH, enquanto a forma iatrogênica associa-se à inibição persistente do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal, prolongando o risco de insuficiência adrenal.
  • A forma endógena está mais vinculada a risco imediato de insuficiência adrenal aguda, enquanto a iatrogênica se associa preferencialmente a complicações cardiovasculares crônicas.
  • O hipercortisolismo endógeno tende a regredir após ressecção tumoral, enquanto a forma iatrogênica reverte espontaneamente após interrupção abrupta da droga.
  • O diagnóstico diferencial depende unicamente de testes hormonais funcionais no endógeno e de anamnese medicamentosa no iatrogênico, sem necessidade de integração clínica.
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