Maria Carmelita Yazbek (2012), no artigo “Pobreza no Brasil contemporâneo e formas de seu enfrentamento”, problematiza
o uso de qualificadores como “pobre” e situações como de risco e vulnerabilidade social para caracterizar certos indivíduos.
As análises desta autora estão ancoradas numa perspectiva crítica. Contudo, ao referir-se a outros autores, aponta a
existência de perspectivas teóricas distintas, como a positivista (e suas vertentes funcionalista e estruturalista), que
percebem tais termos adversamente. Considerando tais possibilidades de análise e compreensão, pode-se dizer que a
caracterização do pobre como “inadaptado, marginal, problemático ou portador de alto risco e situações de
vulnerabilidades” está mais próxima da perspectiva teórica
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