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#2153576

No modelo de pensamento clínico-patológico, os familiares ouvintes procuram escolas em que a língua oral será a língua de instrução para os filhos surdos, pois acreditam que a escola para ouvintes é a melhor (ou a única) modalidade de ensino para as crianças surdas. Esses familiares acreditam que, como a criança surda usa aparelhos de amplificação sonora e faz tratamentos fonoaudiológicos, a surdez está sendo “curada” e, por isso, os filhos devem estudar em escolas para ouvintes, utilizando apenas a modalidade oral de comunicação.
Este pensamento se distancia da visão sócio-antropológica por:

  • Acreditar na oralização como modelo ideal para o desenvolvimento das pessoas surdas, deixando de lado o contato com a comunidade surda
  • Incentivar as crianças a usarem o aparelho auditivo, uma vez que estes recursos tecnológicos destinados à audição prejudicam o aprendizado da Libras
  • Pensar que crianças surdas devem ir para escolas cuja língua de instrução seja a língua oral, pois as crianças surdas devem ser ensinadas unicamente em escolas e instituições em que a língua de instrução seja a Libras, para que sua identidade e compreensão linguística sejam garantidas
  • Pensar somente nas questões voltadas para escola, uma vez que o desenvolvimento da criança está em torno de todos os ambientes em que ela está inserida, ou seja, família, ambiente religioso, espaços de convivência, ou seja, partir para uma perspectiva social, e não individual.
  • Pensar que a escola tem o papel de “curar” as crianças surdas. Para a visão sócio- antropológica esta “cura” deverá ser proporcionada por uma ação conjunta de todas as entidades sociais, não sendo a escola a única responsável
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