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#2130584

A atuação do psicólogo no hospital geral, que representa uma especificidade da Psicologia da Saúde no setor terciário, iniciou-se na década de 1950 com poucos profissionais psicólogos. Havia, no país, profissionais com formação nas áreas das Ciências Humanas os quais eram responsáveis pela assistência psicológica aos pacientes hospitalizados. Entretanto, verificou-se a necessidade do surgimento dos cursos de graduação em Psicologia para delimitar a atuação do psicólogo nas instituições de saúde (Angerami-Camon, 2002). De acordo com o exposto é CORRETO, afirmar que:

  • A especialidade Psicologia Hospitalar foi reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia (2000), por meio da Resolução nº 014/2000, na qual apresenta instruções para o psicólogo obter o registro. Os profissionais que atuavam nessa área solicitavam o registro de especialista após a conclusão dos cursos de especialização credenciados pelo Conselho Federal de Psicologia ou diante da comprovação de experiência prática de dois anos e aprovação nas provas teóricas.
  • O Conselho Federal de Psicologia (2001), por meio da Resolução nº 02/2001, definiu os parâmetros para a atuação na área, considerando relevante a avaliação e o acompanhamento psicológico aos pacientes hospitalizados com a utilização das teorias e técnicas adequadas. A resolução destaca que o psicólogo hospitalar desenvolve diferentes tipos de intervenção, atende apenas os pacientes que se encontram em ambientes distintos (como a unidade de terapia intensiva, enfermarias e ambulatórios).
  • Como pioneira, a perspectiva psicanalítica, focaliza que a psicologia hospitalar, em um primeiro nível, a identificação dos pensamentos e sentimentos do indivíduo hospitalizado para, em seguida, iniciar o tratamento por meio de técnicas psicológicas, especificamente a hipinose.
  • A partir de uma fundamentação fenomenológica existencial, enfatiza que se trata de uma área a qual visa minimizar, no paciente, o sofrimento gerado pelo processo de hospitalização, por meio da escuta e da empatia para iniciar a ressignificação ou atribuição de novos significados às suas vivências, no entanto o contexto familiar seria fator de desequilíbrio pós alta.
  • No contexto hospitalar destaca a necessidade de focalizar especificamente o paciente e a equipe de saúde. No contato com o paciente, o psicólogo constrói o vínculo terapêutico, mostra-se disponível para a escuta das queixas e demandas, identificando, de forma colaborativa, as situações que provocam sofrimento, visando reorganizar a tensão emocional.
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