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#2183781
Texto da Questão:

TEXTO II:

Só falta o Senado aprovar o projeto de lei [sobre o uso de termos estrangeiros no Brasil] para que palavras como shopping center, delivery e drive-through sejam proibidas em nomes de estabelecimentos e marcas. Engajado nessa valorosa luta contra o inimigo ianque, que quer fazer área de livre comércio com nosso inculto e belo idioma, venho sugerir algumas outras medidas que serão de extrema importância para a preservação da soberania nacional, a saber:

Nenhum cidadão carioca ou gaúcho poderá dizer “Tu vai” em espaços públicos do território nacional; Nenhum cidadão paulista poderá dizer “Eu lhe amo” e retirar ou acrescentar o plural em sentenças como “Me vê um chopps e dois pastel”; Nenhum dono de borracharia poderá escrever cartaz com a palavra “borraxaria” e nenhum dono de banca de jornal anunciará “Vende-se cigarros”;

Nenhum livro de gramática obrigará os alunos a útilizar colocações pronominais como “casar-me-ei” ou “ver-se-ão”.

(Piza, Daniel. Uma proposta imodesta. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 08/04/2001)

A partir da sugestão, dada pelo autor, de algumas medidas, infere-se que o mesmo:

  • Considera o projeto de lei, citado no início do texto, de bom proveito para o Estado e propõe algumas melhorias.
  • Possui um grande conhecimento a respeito do projeto de lei mencionado no início do texto permitindo que ele possua uma condição favorável para sugerir melhorias a seu respeito.
  • Detém um ponto de vista que não é favorável ao projeto de lei citado no início do texto.
  • É tradicionalista no que se refere à linguagem e defende o conservadorismo da mesma.
  • Não considera a existência de falares regionais da língua.
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