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#3325413

Uma puérpera no 5º dia do pós-parto cesáreo procura o pronto socorro com queixa de dor abdominal, febre a dois dias, e aumento do sangramento vaginal. Amamenta sem dificuldades e nega outras queixas. Ao exame, apresenta bom estado geral, estando corada e hidratada, com TA=38,3°C, FC=106 bpm, FR=16 irpm. O aparelho cardiorrespiratório não apresenta nada digno de nota; as mamas estão cheias, sem sinais flogísticos, dolorosas ao toque e expressão positiva. Apresenta ao exame, abdome globoso, com ruídos presentes, útero amolecido, palpável e doloroso à mobilização. A ferida operatória possui bom aspecto, sem sinais inflamatórios. Ao espéculo, lóquia em quantidade aumentada, purulento e de odor fétido. Com relação à principal hipótese diagnóstica e a conduta desse caso:

  • A definição padrão de infecção puerperal consiste em TA > 38,8°C por dois dias consecutivos, nos primeiros 10 dias do pós-parto. Pode-se orientar observação do quadro e retorno em 2 dias para reavaliação dos sintomas.
  • O principal fator de risco é a ocorrência de parto cesáreo, sendo o tratamento das infecções pélvicas a antibioticoterapia com espectro de ação para aeróbios e anaeróbios.
  • As complicações da endometrite estão relacionadas à extensão da infecção para as cavidades pélvicas, mas não podendo causar infecção peritoneal. A paciente pode ser tratada ambulatorialmente e não necessita de exames complementares.
  • O principal fator de risco é a ocorrência de fissuras mamárias, sendo a endometrite a forma clínica menos frequente da infecção puerperal. Deve ser administrado Antibioticoterapia oral por 7 dias.
  • A patogênese da endometrite não está relacionada à contaminação da cavidade uterina por microorganismos da vagina ou do sítio cirúrgico, tendo algumas mulheres predisposição genética para a patologia.
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