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#2233611

A última epidemia de cólera ocorrida no Brasil foi no ano de 1991 e fez 168.646 com 2.035 óbitos até 2004, com a maioria dos casos em estados do Norte e do Nordeste. Os últimos casos de cólera ocorreram em 2005, quando foram identificados cinco casos em Pernambuco. A partir de 2006, não houve casos autóctones de cólera no Brasil, tendo sido notificados apenas 3 casos importados, um de Angola (2006), um da República Dominicana (2011) e um de Moçambique (2016).

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado de Goiás (19/11/2019). Disponível em: https://www.saude.go.gov.br/biblioteca/7548-colera


Acerca da Cólera, assinale a alternativa CORRETA:

  • A transmissão pode ocorrer, dentre outras formas, pela ingestão de alimentos contaminados por mãos de manipuladores na cozinha, assim como por moscas e ingestão de água e gelo contaminados. No entanto, a propagação por contato direto, de pessoa a pessoa, não ocorre.
  • É causada por uma infecção estomacal provocada pela bactériaVibriocholerae. A bactéria faz com que as células que revestem o estômago produzam grande quantidade de gastrotoxinas que causam náuseas, diarreia e vômitos.
  • OVibrio choleraeé um micro-organismo autóctone do ecossistema aquático e pode ser encontrado, tão somente, em forma associada na água ao fitoplâncton, ao zooplâncton, às plantas e aos organismos marinhos, como peixes, causando, por exemplo, contaminação passiva de ostras e mexilhões durante o processo de filtração da água que contenha os plânctons.
  • Doentes no período de incubação, na fase das manifestações clínicas e convalescentes, assim como portadores assintomáticos, são fontes de infecção. Os bacilos são eliminados pelas fezes e pelo vômito, desaparecendo rapidamente, e não são mais eliminados, geralmente, ao término de sete dias desde o início da infecção.
  • Confinada principalmente aos grupos de nível socioeconômico mais baixo, a taxa de ataque da doença raramente excede a 2%, mesmo em epidemias severas. Condições deficientes de saneamento e, em particular, ausência de água potável em quantidade suficiente para atender às necessidades coletivas e individuais são fatores essenciais para a dissipação da doença.
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