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#3490264

Leia o poema de Manuel Bandeira.

Cantar de amor
Mha senhor, com’oje dia son,
Atan cuitad’e sen cor assi!
E par Deus non sei que farei i,
Ca non dormho á mui gran sazon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

Noit’e dia no meu coraçon
Nulha ren se non a morte vi,
E pois tal coita non mereci,
Moir’eu logo, se Deus mi perdon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu bem,
Meu coraçon non sei o que ten.

Des oimais o viver m’é prison:
Grave di’aquel em que naci!
Mha senhor, ai rezade por mi,
Ca perç’o sen e perç’a razon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro, José Olympio, 1986. p.144-45.

Sobre do poeta modernista Manuel Bandeira e sua relação com as cantigas de amor medievais, é INCORRETO afirmar que

  • o autor retoma a poesia medieval a partir da intertextualidade e dialogou com essa tradição das cantigas de amor.
  • Bandeira fez um poema à maneira provençal, baseando-se na estrutura e na temática antiga das cantigas medievais.
  • o autor faz alusão à temática do mal de amor, um sentimento dilacerante e lírico, mantendo a paixão e a dor de vivê-lo.
  • o modernista usa o recurso de pastiche das cantigas medievais de amor que dialogam com a contemporaneidade, com a tradição.
  • o poeta faz uma paródia para satirizar o passado medieval mostrando a necessidade de libertar-se da tradição desse estilo.
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