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#3644305
Texto da Questão:

Texto CG1A1-II


   Tese é uma solução a um problema ─ e implica um optar em face de outras alternativas descartadas. Tal optar parte da exigência de que a resposta seja “pertinente”, o que limita em boa medida toda arbitrariedade. Entretanto, é óbvio que isso ainda não basta. Por que, então, o filósofo se decide por uma e não por outra? É aqui que os argumentos desempenham um papel essencial.

    Todavia, se por “argumentar” entendemos algo preciso, então ele consiste em uma inferência de valores de verdade. Uma vez aceita a definição anterior, segue-se que a ideia de “argumento” não esgota nem caracteriza suficientemente a racionalidade filosófica. Existem modos de “fundamentação” que não podem ser reduzidos a “argumentos” em sentido estrito. Um desses modos mencionados é a explicitação, a qual consiste em clarificar e precisar conceitos, teses, problemas e supostos de todos os tipos de gênero.

  A fundamentação (e argumentação) da tese nem sempre tem caráter linear e facilmente reconstruível; às vezes ela assume formas muito refinadas. Em algumas ocasiões, entre os argumentos, encontra-se a derivação de consequências. Toda tese contém consequências e também elas têm de ser verdadeiras. Teses são rechaçadas muitas vezes não por si mesmas, mas por suas consequências; outras vezes são aceitas pelas consequências de sua eventual negação, porque se descartou toda outra alternativa, por exemplo.


Mario Ariel Gonzáles Porta. A filosofia a partir de seus problemas: didática e metodologia do estudo filosófico. São Paulo: Edições Loyola, 2007, p. 36-38 (com adaptações). 

Assinale a opção em que a proposta de reescrita do último período do texto CG1A1-II mantém a coerência de suas ideias e a correção gramatical.  

  • Teses são rebatidas muitas vezes não por si mesmas, mas pelas consequências, outras vezes aceitas pelas consequências de sua eventual negação, uma vez descartando toda alternativa, por exemplo.
  • Teses são negadas algumas vezes não por si mesmas, mas por suas consequências; outras vezes aceitas pelas consequências de sua eventual negação, pois se descartou todas as demais alternativas, por exemplo.
  • Teses são rejeitadas frequentemente não por si mesmas, mas sim por suas consequências, que, outras vezes, são aceitas pelas consequências de sua eventual negação, visto que se descartou quaisquer alternativas, por exemplo.
  • Teses são repelidas muitas vezes não por si só, mas por suas consequências, outras vezes aceitas pelas consequências de uma eventual negação, porque se descartou toda outra alternativa, por exemplo.
  • Teses são contestadas muitas vezes não por si mesmas, mas por suas consequências, e outras vezes são aceitas pelas consequências de sua eventual negação, porque se desprezou toda outra alternativa, por exemplo.
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