Além de ser fonte de prazer, a ficção permite ao leitor
aprender com a experiência ficcional. A simulação é usada, por
exemplo, para se aprender a pilotar um avião, pois é útil passar
um tempo em um simulador de voo. Apesar de ser essencial a
prática em um avião real, na maior parte do tempo, não acontece
muita coisa no ar. Já no ambiente seguro de um simulador, é
possível enfrentar as mais diversas experiências e ensaiar como
responder a situações críticas — e as habilidades aprendidas são
transferidas ao pilotar um avião. Da mesma forma, quando nos
envolvemos nas tramas da ficção, o que aprendemos é transferido
para nossas interações cotidianas.
Ao compartilhar indiretamente os acontecimentos da
história e fazer inferências sobre o desenvolvimento da trama, o
leitor expande sua empatia. Ou seja, alinha seus pensamentos e
suas emoções com os das personagens. Imagens de ressonância
magnética mostraram que, quando as pessoas leem a descrição
de ações, como “subindo as escadas”, a leitura leva à simulação
do conteúdo motor e emocional no cérebro, acompanhada por
mudanças nas regiões cerebrais que provocam as ações, como se
o leitor as estivesse realizando.
Internet:<brasil.elpais.com> (com adaptações)
Entende-se do primeiro parágrafo do texto CG3A1 que tanto a
ficção quanto a simulação
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