Entre o final do século XVIII e primeira metade do século
XIX, as implicações liberais emanadas da economia política clássica foram rechaçadas por políticos e economistas nacionalistas, como Alexander Hamilton, nos Estados
Unidos, e Friedrich List, na Alemanha. List, particularmente, em sua obra “Sistema Nacional de Economia Política”
rejeita, veementemente, as recomendações de adesão ao
livre-comércio internacional, feitas por Adam Smith. Em
oposição a esse autor e a outros economistas da economia política clássica, aos quais se refere como porta-
-vozes da “escola popular”, List recomenda, no trecho a
seguir, que as nações mais atrasadas adotem medidas
protecionistas para que consigam alcançar o nível de desenvolvimento das nações mais adiantadas.
A escola falha ao não perceber que, em um sistema
de livre concorrência com nações industrializadas mais
avançadas, um país atrasado, embora tenha elevado
potencial de produção industrial, nunca poderá alcançar pleno desenvolvimento manufatureiro sem a adoção de medidas de proteção de sua indústria local.
LIST, F. The National System of Political Economy. New York:
Longmans, Green, and Co., 1909. p.253. (tradução nossa). Adaptado.
O trecho mencionado refere-se ao caso, pioneiramente
elaborado por List, para a adoção de medidas protecionistas nas nações tecnologicamente atrasadas, em relação
aos países desenvolvidos.
Trata-se do argumento para a
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