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#3486905

Gestante primigesta, 29 anos, idade gestacional de 8 semanas, apresenta recorrência de quadro depressivo grave com ideação suicida estruturada. História pregressa evidencia transtorno depressivo maior com remissão completa após uso de fluoxetina 60mg/dia por 2 anos, tendo descontinuado a medicação ao descobrir a gravidez. Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh = 22/30.
Considerando a história prévia, os riscos da depressão não tratada na gestação e as evidências contemporâneas sobre o uso de psicofármacos no período gestacional, a conduta terapêutica mais apropriada neste momento é

  • suplementar l-metilfolato 15mg/dia e aguardar até 14 semanas de gestação para iniciar medicação antidepressiva, priorizando internação em hospital-dia e psicoterapia intensiva com monitorização diária do risco suicida.
  • priorizar estratégias não farmacológicas baseadas em evidências, como psicoterapia interpessoal e eletroconvulsoterapia, reconhecendo que qualquer exposição a antidepressivos no primeiro trimestre apresenta risco teratogênico significativo.
  • retomar o tratamento prévio com fluoxetina, atentando para a resposta anterior documentada e o perfil de segurança favorável em relação aos riscos da depressão não tratada para o binômio materno-fetal.
  • modificar o tratamento para sertralina, mesmo reconhecendo que a troca de um antidepressivo previamente eficaz pode resultar em resposta inadequada e prolongar o período de exposição fetal aos riscos da depressão não tratada, por esta ser de primeira linha e mais segura na gestação e lactação.
  • introduzir venlafaxina em doses rapidamente progressivas, visando a uma potência superior aos inibidores seletivos de recaptação de serotonina para manejo mais efetivo dos sintomas depressivos graves.
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