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#3684808

Paciente de 29 anos, G2P2, com vida sexual ativa desde os 17 anos, procura unidade básica de saúde para consulta de rotina. Refere último exame preventivo há 5 anos com resultado "normal". Nega sintomas ginecológicos, corrimento ou sangramento anormal. Nega tabagismo. Parceiro fixo há 3 anos, nega outras parcerias. Ao exame especular: colo uterino de aspecto normal, sem lesões visíveis. Foi realizada coleta de citologia oncótica cujo resultado é: "Lesão intraepitelial de alto grau (HSIL) não podendo excluir microinvasão. Células escamosas atípicas de significado indeterminado possivelmente não neoplásicas (ASC-US) também presentes." Paciente retorna assintomática e preocupada com o resultado. Considerando as diretrizes atuais de rastreamento e manejo das lesões precursoras do câncer de colo uterino, qual a conduta mais adequada?

  • Repetir citologia oncótica em 6 meses, pois a presença concomitante de ASC-US sugere possível erro de coleta ou interpretação, devendo-se confirmar antes de prosseguir.
  • Encaminhar para colposcopia imediata com biópsia dirigida, e se confirmada lesão de alto grau, proceder à exérese da zona de transformação independentemente da junção escamocolunar.
  • Solicitar teste de HPV-DNA para tipagem viral e, se positivo para subtipos oncogênicos (16 ou 18), encaminhar para colposcopia; se outros subtipos, repetir citologia em 12 meses.
  • Realizar colposcopia imediata com biópsia dirigida das áreas acetobrancas, e se a junção escamocolunar não for totalmente visível ou biópsia mostrar NIC 2-3, proceder à conização diagnóstica.
  • Encaminhar para conização tipo LEEP imediata (see and treat) sem colposcopia prévia, considerando que HSIL com suspeita de microinvasão já é indicação de exérese terapêutica.
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