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Possível caso de altruísmo é observado entre elefantes-marinhos


Em registro raro feito nos Estados Unidos, pesquisadores acompanharam um macho da espécie Mirounga angustirostris salvando um filhote com poucas semanas de vida


Em artigo publicado em janeiro na revista Marine Mammal Science, pesquisadores relatam um possível episódio de altruísmo entre elefantes-marinhos da espécie Mirounga angustirostris. O caso ocorreu na Califórnia, em 27 de janeiro de 2022, e é considerado raro, especialmente por envolver um mamífero marinho macho.

Os autores do estudo caracterizam o altruísmo como um comportamento de assistência voltado para um indivíduo necessitado. O altruísta seria responsável por uma ação que reduz sua própria chance de sobrevivência e reprodução, mas que beneficia a sobrevivência do outro.

O episódio observado pelos cientistas durou cerca de 20 minutos e envolveu um filhote com menos de duas semanas de vida, uma fêmea que cuidava dele e um macho que fazia parte do grupo de elefantes-marinhos da região. O filhote e a fêmea estavam juntos, mas foram separados pela maré e pelas ondas. Distante cerca de 15 metros, a fêmea atingiu águas mais rasas e começou a vocalizar, chamando o filhote. Ele, por sua vez, não conseguia nadar e era puxado para mais longe pelas ondas. Então, um macho, identificado como o alfa do grupo, se aproximou da fêmea e, logo depois, seguiu em direção ao filhote — que já estava a aproximadamente 40 metros da fêmea. Ao alcançar o filhote, o empurrou gentilmente com a cabeça para retornar à costa. O mais velho ajudou o mais novo até que eles estivessem a quatro metros da fêmea e finalmente o filhote estivesse junto da mãe.

O caso chama atenção porque elefantes-marinhos machos geralmente não participam do cuidado com os filhotes. “O comportamento de perseguir o filhote e empurrá-lo em direção à costa poderia ser interpretado como comportamento sexual mal direcionado, em que machos dominantes frequentemente conduzem e escoltam fêmeas para a costa para evitar assédio por outros machos. No entanto, propomos que as ações foram intencionais”, escrevem os pesquisadores no artigo.

Eles ressaltam que a condução do filhote foi feita de forma gentil e que, depois, o macho não se aproximou da fêmea, apenas emitiu um som na direção dela. Além disso, os cientistas defendem ter sido um episódio de altruísmo, já que o macho gastou uma energia que poderia ter sido usada para acasalar, defender sua posição contra outros machos ou se manter vivo durante o período de jejum típico dessa espécie.


Revista Galileu. Disponível em

<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/biologia/noticia/2024/02/possivel-caso-de-altruismo-e-observado-entreelefantes-marinhos.ghtml>

Segundo a reportagem apresentada, conclui-se que:

  • o elefante-marinho mais velho ofereceu assistência ao filhote por considerá-lo uma presa.
  • a assistência do elefante-marinho mais velho se trata de um comportamento sexual mal direcionado em relação à mãe do filhote.
  • o cuidado com os filhotes dessa espécie costuma ser de responsabilidade das fêmeas, e não dos machos.
  • o resgate do filhote foi feito pelo elefante-marinho mais velho em troca de acasalamento.
  • os elefantes-marinhos machos não participam do cuidado com os filhotes porque focam em sua própria sobrevivência.
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