O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As armadilhas dos games para fazer crianças
gastarem dinheiro sem parar
Leif pedia dinheiro à família para conseguir comprar
moedas em um jogo, com as quais poderia incrementar
seu personagem e comprar itens virtuais. Então, no
Natal, os avós deram a ele mil reais em crédito em uma
loja de aplicativos.
"Para minha surpresa, ele gastou tudo em questão de
dias", recorda Nara Ward. "Depois disso, não dei a ele
mais do que cinquenta reais em moedas do jogo por
mês. Ele rapidamente ficou frustrado e entediado com o
jogo."
Leif passou a usar outro jogo, que também exige que os
jogadores atualizem seu armamento usando créditos.
"No entanto, este jogo tem a opção de assistir a
anúncios para ganhar crédito", explica a mãe. "Ele fazia
isso por desespero quando esgotava sua mesada para
jogos." Ward diz que seu filho mais novo ainda não
dominou o autocontrole nem o uso de dinheiro. "É algo
que tenho que policiar constantemente."
Em vez de apenas lucrar com a compra de um jogo de
videogame, como antigamente, hoje, muitas empresas
do segmento dependem da receita gerada por compras
efetuadas durante o jogo e das chamadas
microtransações. Esse conteúdo adquirido pode ser
puramente estético, como passos de dança e novas
roupas para um personagem.
Mas as compras podem trazer também uma vantagem
tática, como vidas extras, melhorias no personagem e
novas armas - ganhos em relação aos jogadores que
não compram esses recursos adicionais. É previsto que
o mercado global de microtransações online cresça
cerca de R$ 330 bilhões em 2022 para R$ 370 bilhões
em 2023.
No entanto, alguns especialistas e consumidores reagem
a essa tendência. Algumas empresas prometem novos
lançamentos que não trazem compras durante o jogo.
As empresas de jogos, diz a professora Sarah Mills,
usam a psicologia comportamental para levar os
usuários a gastar. A fronteira entre jogos e apostas, diz
ela, torna-se cada vez mais confusa. Sua pesquisa
indica que técnicas de jogos de azar são incorporadas
nos games, fazendo os usuários jogarem por mais tempo e gastarem mais dinheiro, além de fazerem pequenas
compras em sequência.
Ao gastar, os jogadores impedem a rotina: fazer uma
compra evita ter que passar horas em um jogo monótono
para que se possa subir de nível.
A estratégia por trás disso chama-se 'fun pain', algo
como diversão dolorosa: você pode perder algo
importante ou mais divertido se não fizer uma compra.
Pesquisa indica que técnicas de jogos de azar são
incorporadas nos games, fazendo os usuários gastarem
mais dinheiro, além de fazerem pequenas compras em
sequência.
Assinale a opção CORRETA de acordo com a
acentuação gráfica.
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