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#2608194

Sabe-se que não há consenso quanto à avaliação ou ao processo avaliativo e a maneira como são realizados, nem tampouco acerca dos níveis de exigência recomendados ou ideais a cada instrumento avaliativo.
“Avaliar é criar hierarquias de excelência, em função das quais se decidirão a progressão no curso seguido, a seleção no início do secundário, a orientação para diversos tipos de estudos, a certificação antes da entrada no mercado de trabalho e, frequentemente, a contratação. Avaliar é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo, valorizar formas e normas de excelência, definir um aluno modelo, aplicado e dócil para uns, imaginativo e autônomo para outros... Como, dentro dessa problemática, sonhar com um consenso sobre a forma ou o conteúdo dos exames ou da avaliação contínua praticada em aula?” PERRENOUD, Phillipe. Introdução: A avaliação entre duas lógicas. In: PERRENOUD, Phillipe. Avaliação: da excelência à regularização das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre, Artmed, 1999.
Sobre os processos avaliativos escolares, é correto afirmar:

  • A avaliação não auxilia no processo de aprendizagem dos alunos; ela é um momento de verificação da aprendizagem pontual e está a serviço do professor.
  • Antes de regular as aprendizagens, a avaliação regula o trabalho, as atividades, as relações de autoridade e a cooperação em aula e, de certa forma, as relações entre a família e a escola ou entre profissionais da educação.
  • O papel da avaliação atualmente perpassa em ser um instrumento de regulação, de criação de hierarquias e revela ser de grande valia às escolas tradicionais.
  • A avaliação tradicional não apresenta nenhuma vinculação ao fracasso escolar e induz os professores a didáticas conservadoras, que favorecem e ampliam a aprendizagem.
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