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#1906426

A teoria elaborada pelas pesquisadoras argentinas Emília Ferreiro e Ana Teberosky denominada Psicogênese da Língua escrita foi motivada pelos altos índices de fracasso escolar na Argentina e no México. Suas ideias chegaram ao Brasil na década de 80 e, a princípio, foram consideradas, erroneamente, como um novo método de alfabetização.
LEIA A FRASE A SEGUIR, RETIRADA DO LIVRO DE AUTORIA DAS REFERIDAS PESQUISADORAS E MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA:
“(...) desligado da busca constante de significação, o texto se reduz, no melhor dos casos, a uma longa série de sílabas sem sentido. Quando chegou ao final da linha, a criança esqueceu o começo, não porque tenha uma falha de memória, mas sim porque é impossível reter na memória uma longa série de sílabas sem sentido”. (FERREIRO E TEBEROSKI, 1999. Pág. 286). 

  • Por meio de suas ideias, procuram demonstrar que o analfabetismo e o fracasso escolar são problemas de dimensões pontuais individuais. Afirmam que a desigualdade social e econômica se manifesta, também, na igualdade de oportunidades educacionais.
  • Há uma visão retrógrada, de que a criança procura compreender a natureza da língua falada à sua volta, por meio da repetição e da memória, busca regularidade, ou seja, “decora” o que ouviu.
  • Por meio de sua teoria, explicam como as crianças chegam a ser leitores, antes de sê-lo. Ao contraporse à concepção associacionista da alfabetização, a Psicogênese da Língua Escrita apresenta um suporte teórico construtivista, no qual o conhecimento aparece como algo a ser produzido pelo indivíduo, que passa a ser visto como objeto e não como sujeito do processo de aprendizagem.
  • Propõem, por meio de sua teoria, uma mudança de ponto de vista. Até então, os métodos de alfabetização partiam de uma concepção psicológica, em que a aprendizagem da leitura e da escrita é realizada de forma mecânica: aquisição de técnica para decifrar o texto; resposta sonora a estímulos gráficos.
  • A partir desta concepção, demonstraram que a aprendizagem da escrita está sempre vinculada à fala e que, mesmo quando a criança já estabelece a relação entre fala e escrita, esta relação é do tipo fonema/grafema.
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