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#3691294

Leia o trecho a seguir.
As exposições de última geração, também denominadas como pentadimensionais ou como hipertextuais, têm a pretensão de dissolver os papéis de enunciador e enunciatário, pois, em sua estrutura, essas exposições vão além da participação ao introduzirem o elemento criação. Associada à interatividade está a possibilidade de o usuário redefinir a exibição. Isso não significa que as posições de enunciador e enunciatário se anulem, e sim que serão minimizadas as relações de poder de quem tem a iniciativa e de quem recebe a mensagem expositiva. A pentadimensionalidade é a soma das dimensões possíveis em uma exposição: a tridimensionalidade da cultura material e do espaço físico, a participação cognitiva como uma quarta, e a criatividade como a quinta dimensão. A hipertextualidade refere-se à estrutura conceitual dessas exposições que permite múltiplas conexões por parte do público. Ao fazer as suas escolhas e traçar o seu percurso, ele escreve o seu próprio discurso, é autor e enunciador. O museu, então, é enunciatário.
Adaptado de CURY, M. X.: Comunicação e pesquisa de recepção: uma perspectiva teórico-metodológica para os museus. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 12 (suplemento), 2005, pp. 368-369.
Considerando as perspectivas abordadas no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente práticas de comunicação museológica voltadas ao público visitante.

  • Elaboração de referenciais complexos que exigem a capacitação prévia do público para compreender o sentido da lógica expositiva.
  • Supressão das posições de enunciador e enunciatário para gerar no público a sensação de transmissor ativo da mensagem expositiva.
  • Formulação de exposições que mobilizam integralmente os visitantes e subvertem as modalidades convencionais de comunicação museológica.
  • Desenvolvimento de metodologias simplificadas que consideram a comunicação entre o museu e o visitante como um processo automatizado e informativo.
  • Criação de práticas museológicas que reafirmam a autonomia dos visitantes e reconhecem o museu como espaço de múltiplas interpretações, não como formulador de sentidos.
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