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#3728736
Texto da Questão:

LEIA O CASO CLÍNICO ABAIXO E RESPONDA A QUESTÃO.


Dona Iolanda, 78 anos, é portadora de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Após uma recente exacerbação da DPOC que culminou em 10 dias de internação hospitalar por insuficiência respiratória, ela recebeu alta para continuar o tratamento em casa. A família, que reside em uma área de abrangência com Estratégia de Saúde da Família (ESF) bem estruturada, busca a equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) para auxílio na organização do cuidado. Dona Iolanda encontra-se acamada, dependente de concentrador de oxigênio por 16 horas/dia e necessita de dieta enteral por sonda nasogástrica (SNG), além de curativos diários em úlcera por pressão em região sacral. A filha, que é a cuidadora principal, demonstra sinais de sobrecarga física e emocional. A equipe de saúde avalia a paciente e a classifica para o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) na modalidade AD2 (Atenção Domiciliar de Nível 2 - Programa Melhor em Casa), o que exige a articulação do cuidado entre a Equipe Multidisciplinar de Atenção Domiciliar (EMAD) e a equipe de APS. A complexidade do caso exige uma transição segura e eficaz do hospital para o domicílio. 

O caso de Dona Iolanda exige uma articulação eficiente entre a EMAD e a ESF, além de intervenções sociais para a sobrecarga da cuidadora. A organização da Atenção Domiciliar no SUS é regida pelos princípios da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Sobre a organização e os pressupostos da AD, assinale a alternativa INCORRETA. 

  • A Atenção Primária à Saúde (APS) é considerada o eixo estruturador e ordenador da assistência nas Redes de Atenção à Saúde (RAS), sendo a porta de entrada do SUS, tendo um papel fundamental na articulação intersetorial.
  • Devido à natureza estritamente sanitária da AD e às necessidades tecnológicas exigidas pelo quadro de Dona Iolanda (ventilação, SNG), a atuação da EMAD deve priorizar o cuidado clínico e evitar a abordagem intersetorial, pois esta é de responsabilidade exclusiva das equipes de APS do território.
  • As Redes de Atenção à Saúde (RAS) esperam arranjos que promovam a possibilidade de substituição da modalidade assistencial, como a transição do hospital para o domicílio (no caso de Dona Iolanda), conforme as necessidades de saúde do usuário.
  • O processo de territorialização é fundamental na AD para subsidiar o planejamento e a organização dos serviços e não deve ser entendido apenas como uma área geodemográfica, mas sim como um espaço vivo de relações, informações e produção de subjetividades.
  • O trabalho em equipe na Atenção Domiciliar deve ser interprofissional e transdisciplinar, exigindo que os membros da equipe atuem de forma integrada e interdependente, compartilhando saberes e buscando um senso de pertencimento, sem espaço para individualismos na produção do cuidado.
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